O sorgo brasileiro amplia sua presença no comércio internacional com o primeiro embarque em grande escala realizado pela COFCO International para a China. A carga de 69 mil toneladas saiu do Porto de Santos com destino a Guangzhou, após a abertura comercial do mercado chinês ao cereal brasileiro, efetivada a partir de 2025.
Segundo dados divulgados pela COFCO International, a operação foi realizada no Terminal Export COFCO, o TEC, localizado no STS-11, no Porto de Santos. O sorgo foi embarcado no navio graneleiro Guoyuan 26 e seguirá para o Porto de Nansha, em Guangzhou, onde será distribuído pela COFCO Trading.
A movimentação estabelece um novo canal de exportação para a produção brasileira e acrescenta uma alternativa de comercialização para os produtores. De acordo com a COFCO International, o acesso ao mercado chinês cria demanda adicional pelo cereal e amplia as possibilidades de rentabilização da produção no mercado internacional.
O avanço ocorre depois da entrada em vigor do protocolo fitossanitário firmado entre Brasil e China. O acordo foi assinado pelos dois países em novembro de 2024 e permitiu que a liberação comercial das exportações brasileiras de sorgo para o mercado chinês fosse efetivada a partir de 2025.
O protocolo determina requisitos e procedimentos técnicos que devem ser observados em cada carga destinada à China. As regras têm como objetivo assegurar a segurança fitossanitária dos produtos agrícolas comercializados entre os países.
Para a COFCO International, a abertura representa uma oportunidade de ampliar a conexão entre a produção brasileira e um dos principais mercados consumidores do cereal no mundo.
“A abertura do mercado chinês cria novas possibilidades para o sorgo brasileiro, ampliando as alternativas de comercialização para os produtores e conectando a produção nacional a um importante mercado consumidor. Para a COFCO International, este embarque reforça nossa atuação na comercialização de diferentes commodities agrícolas e a capacidade da companhia de conectar a produção brasileira a mercados estratégicos”, afirma Luiz Noto, CEO da divisão de Grãos e Oleaginosas da COFCO no Brasil.
