Soja avança, mas negócios seguem em ritmo lento

O mercado físico de soja apresentou valorização em importantes regiões produtoras nesta quarta-feira, 19 de agosto, embora o ritmo de negócios permaneça limitado e as diferenças entre praças sigam relevantes. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina altas no Sul e no Centro-Oeste, com logística e distância dos portos ainda influenciando a formação dos preços.

No Rio Grande do Sul, a soja voltou a subir, com Ijuí a R$ 143,00 por saca, Cruz Alta e Santa Rosa a R$ 146,00 e Passo Fundo a R$ 144,00. No porto de Rio Grande, a referência chegou a R$ 153,00. A safra 2025/26 está encerrada, e o spread entre balcão e porto continua amplo.

Em Santa Catarina, não houve nova cotação nominal pública verificável, mantendo-se as referências de 18 de agosto. São Francisco do Sul ficou em R$ 153,00, enquanto Palma Sola marcou R$ 130,50 e Rio do Sul, R$ 130,00, diferença próxima de R$ 19,00 por saca entre porto e interior.

No Paraná, o Deral registrou alta em praticamente todas as praças. Cascavel marcou R$ 141,00, Maringá R$ 143,00, Ponta Grossa R$ 145,00 e Paranaguá R$ 152,50. O indicador Cepea/Esalq Paranaguá acumula valorização de 4,65% em agosto, enquanto os contratos da B3 também avançaram.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado mostrou comportamento regionalizado. No spot, Dourados e Maracaju ficaram em R$ 142,50, enquanto Campo Grande, Chapadão do Sul e Sidrolândia marcaram R$ 141,00. Em Mato Grosso, o Imea apontou avanço nas praças acompanhadas, com Rondonópolis a R$ 141,50 e Campo Verde e Primavera do Leste a R$ 140,50. A diferença interna supera R$ 15,00 por saca, mantendo a logística como fator central para o mercado.

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