Preços do trigo seguem estáveis e produção deve ser reduzida em 2026

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que os valores do trigo no mercado nacional permaneceram estáveis na última semana, com negociações ocorrendo ainda de forma lenta, sobretudo devido a dificuldades em acordar preço entre os agentes de mercado.

Nesta quarta-feira (18/2), no Rio Grande do Sul, o indicador Cepea/Esalq registrou a cotação de R$ 1.066,13 para a tonelada do trigo brando, uma alta de 0,71% desde o início de fevereiro. No Paraná, o trigo pão ou melhorador estava cotado a R$ 1.165,62 a tonelada, queda de 0,63% no acumulado do mês.

Quanto aos derivados de trigo, levantamento do Cepea mostra que os preços das farinhas seguiram em queda na última semana e os valores do farelo, que vinham se sustentando, também recuaram – ainda que de forma menos acentuada, como reajuste de mercado, após semanas de altas consecutivas.

Em relatório divulgado neste mês, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou reduções na área, na produtividade e, consequentemente, na produção da temporada brasileira de trigo de 2026. Esse cenário está atrelado, entre outros fatores, ao clima e aos menores preços de negociação do cereal.

Segundo a Conab, o Brasil deve colher 6,9 milhões de toneladas de trigo neste ano, 12,3% abaixo da temporada de 2025. A produtividade média é estimada em 2,978 toneladas/hectare, retração de 7,5% sobre a safra passada. A área também deve cair, 5,2%, estimada em 2,318 milhões de hectares.

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