Clima e logística pressionam mercado da soja

O mercado brasileiro de soja enfrentou um dia marcado por contrastes regionais, com impactos climáticos, avanços de colheita e desafios logísticos influenciando preços e decisões comerciais. Segundo análise da TF Agroeconômica, o destaque mais negativo ocorreu no Sul, onde laudos técnicos confirmaram situação crítica no campo.

No Rio Grande do Sul, a combinação de calor excessivo e falta de chuvas levou o município de Júlio de Castilhos a decretar emergência agrícola. Lavouras no Norte, Centro e Fronteira Oeste apresentam estresse hídrico justamente na fase de enchimento de grãos, estágio em que a necessidade de água é maior. A perda de produtividade é considerada irreversível, mesmo com eventual retorno das chuvas. No interior gaúcho, os preços oscilaram entre estabilidade e altas pontuais, enquanto o porto registrou cotação de R$ 128,79.

Em Santa Catarina, o mercado manteve foco no abastecimento da cadeia de proteína animal, com dinâmica voltada ao consumo interno. Não houve divulgação de novos boletins de soja, enquanto a Epagri iniciou o Giro da Safra para o milho. No porto, a saca foi cotada a R$ 130,50, com alta de 1,95%.

No Paraná, a colheita alcança 20% da área e caminha para 22 milhões de toneladas. Apesar do avanço, temporais recentes derrubaram um silo de cooperativa e geraram preocupação. Há relatos pontuais de quebra de produtividade.

No Centro-Oeste, a demanda spot sustenta prêmios em Mato Grosso do Sul, mesmo com chuvas atrasando a colheita. Já em Mato Grosso, 51% da área foi colhida e quase metade comercializada, mas fretes acima de R$ 490 por tonelada pressionam as margens e travam novos negócios.

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