Trigo dispara e pressiona compradores no Sul

O mercado de trigo no Sul do país apresenta movimento de valorização, com ajustes nas negociações e diferenças regionais nas ofertas e nas pedidas. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que o cenário reflete tanto a restrição momentânea de negócios quanto a dinâmica de oferta entre estados e produtos importados.

No Rio Grande do Sul, o mercado consolida alta, com compradores admitindo valores entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada no interior, dependendo da qualidade e da localização, para embarque em maio. Já os vendedores pedem entre R$ 1.250 e R$ 1.350. A ausência recente de ofertas de trigo argentino também influencia o cenário, embora haja previsão de chegada de um navio de trigo uruguaio em Porto Alegre. No campo, o preço pago ao produtor subiu para R$ 57,00 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, o abastecimento segue baseado no trigo gaúcho, negociado ao redor de R$ 1.200 mais custos de frete e ICMS, além do produto local, cotado próximo de R$ 1.300 CIF, ainda que com menor disponibilidade. Os preços pagos aos produtores variaram conforme a região, com estabilidade em algumas praças e ajustes pontuais, incluindo alta em Xanxerê, onde a saca chegou a R$ 67,00.

No Paraná, o mercado mantém ritmo mais lento, sem grandes novidades, embora as pedidas tenham avançado. As ofertas giram em torno de R$ 1.350 FOB, com compradores mais cautelosos. Negócios ocorrem entre R$ 1.370 e R$ 1.380 CIF em algumas regiões. A menor movimentação também está relacionada à prioridade dos produtores com a colheita de soja e milho. No segmento externo, não há registros recentes de trigo argentino, apenas produto paraguaio cotado entre US$ 260 e US$ 262 posto em Ponta Grossa.

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