Após a disparada da sessão anterior - de quase 4% - os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham com estabilidade, mas ainda do lado positivo da tabela. Perto de 9h20 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 2,50 e 3,25 pontos, com o agosto sendo cotado a US$ 11,87 e o novembro a US$ 11,95 por bushel.
As cotações ainda têm espaço para ganhos diante das preocupações com o clima no Meio-Oeste americano - principalmente a partir do dia 10 de julho, quando as temperaturas começam a subir agressivamente em todo o território americano, segundo os mapas atualizados - ao mesmo tempo em que devolvem parte dos ganhos da sessão anterior e realizam lucros.
O NOAA, o departamento oficial de clima do governo dos EUA, trouxe mapas atualizados para o período de 6 a 10 dias, considerando dos dias 12 a 16 de julho, que ainda indicam temperaturas acima e chuvas abaixo da média para regiões importantes de produção.

Calor intenso é esperado nos EUA entre 12 e 16 de julho - Mapa: NOAA

Tendência é de que chuvas fiquem mais escassas a partir do dia 12 - Mapa: NOAA
Assim, as preocupações com um comprometimento da produtividade fica mais evidente, mesmo com uma área maior de soja sendo esperada para a próxima temporada nos EUA.
De outro lado, a China vem confirmando compras de soja nos Estados Unidos, o que deixa também o mercado com um suporte adicional. "A Cofco teria reservado pelo menos seis carregamentos de soja dos EUA para embarque entre setembro e outubro. Isso entra junto com as 200 mil toneladas que compradores chineses já tinham comprado, segundo o USDA", informou a Royal Rural nesta manhã de terça-feira.
