Os mercados de grãos abriram esta sexta-feira com movimentos mistos, em meio à pressão das condições climáticas favoráveis e à atuação dos fundos de investimento. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário inicial desta sexta-feira, 5 de junho, mostra trigo com leves altas em Chicago, soja próxima da estabilidade e milho novamente pressionado.
No trigo, os contratos em Chicago registravam avanço moderado nas posições mais curtas, com julho a US$ 584,25, alta de 2,50 pontos, e dezembro a US$ 615,00, ganho de 1,50 ponto. A colheita no Kansas chegou ao décimo segundo dia consecutivo, fator que limita a sustentação dos preços antes da ampliação dos trabalhos no restante do Hemisfério Norte. A perspectiva de uma safra russa acima de 90 milhões de toneladas, conforme estimativas privadas, também mantém pressão baixista no mercado internacional, especialmente pela expectativa de oferta abundante na região do Mar Negro.
Na soja, julho operava a US$ 1.129,00, baixa de 0,50 ponto, enquanto maio de 2027 avançava 3,00 pontos, a US$ 1.172,50. O farelo e o óleo de soja tinham leves ganhos, mas o complexo segue afetado pela liquidação de posições compradas por fundos. A primeira semana de junho terminou com quedas nos mercados de grãos e oleaginosas nos Estados Unidos e na Europa, em um ambiente de clima favorável nas principais regiões agrícolas. Nos Estados Unidos, as previsões indicam temperaturas moderadas e chuvas oportunas para milho e soja no Cinturão do Milho. A proposta norte-americana de tarifa de 15% sobre produtos chineses aumentou a preocupação com eventual redução das compras chinesas de soja dos EUA.
O milho também abriu em baixa, com julho a US$ 420,75, queda de 3,75 pontos, e dezembro a US$ 448,50, recuo de 3,25 pontos. A boa umidade no cinturão soja e milho dos EUA, a liquidação de contratos por fundos e a falta de notícias mais positivas sobre demanda externa sustentam o viés negativo. Entre os indicadores, o dólar no Brasil subia 1,28%, a R$ 5,1100, enquanto o petróleo WTI recuava 0,12%.
