Soja e milho recuam e ligam sinal de atenção

Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos moderados e atenção a fatores externos que seguem influenciando preços e expectativas, segundo a TF Agroeconômica. Entre os principais vetores estão oscilações cambiais, comportamento do petróleo e incertezas geopolíticas, além do andamento da oferta global e decisões políticas que afetam o comércio internacional.

No trigo, os contratos em Chicago operam com leve viés de baixa, refletindo a continuidade da liquidação de posições por fundos. O impacto inicial de alta provocado pela guerra no Oriente Médio deu lugar a um cenário mais incerto, com efeitos negativos já percebidos nos custos de produção para o plantio de primavera no Hemisfério Norte. Ao mesmo tempo, a desvalorização do rublo frente ao dólar melhora a competitividade da Rússia, que deve exportar cerca de 3,80 milhões de toneladas no mês. No mercado físico, os preços apresentam estabilidade no Paraná e leve recuo no Rio Grande do Sul.

A soja recua na sessão noturna em Chicago, acompanhando a queda do petróleo após realização de lucros. A pressão também vem da ampla oferta brasileira e de incertezas no cenário político entre Estados Unidos e China, após o pedido da Casa Branca para adiar um encontro entre lideranças dos dois países, o que pode afetar novas compras chinesas da safra 2025/2026. No Brasil, os preços registram queda tanto no interior quanto no porto.

O milho também opera em baixa, influenciado por vendas de fundos e pela ausência de avanços na liberação do E-15 ao longo de todo o ano nos Estados Unidos. Persistem preocupações com o aumento dos custos de insumos ligados ao petróleo, o que pode impactar a rentabilidade da próxima safra, cujo plantio se aproxima.

Chamar no Whatsapp