O mercado futuro do milho apresentou comportamento misto nesta quarta-feira, refletindo fatores externos e ajustes nas negociações ao longo do dia. Segundo análise da TF Agroeconômica, o movimento foi influenciado por realização de lucros, variações do dólar e pelas incertezas ligadas ao cenário internacional.
Na B3, os contratos mais curtos perderam força durante o pregão e encerraram em baixa, acompanhando a queda registrada em Chicago e a movimentação cambial. Já os vencimentos mais longos conseguiram sustentar leve valorização, diante das dúvidas sobre o desenvolvimento da safra nos Estados Unidos e do impacto que o conflito no Oriente Médio pode ter sobre os custos de produção.
Entre os principais contratos negociados na bolsa brasileira, o vencimento março de 2026 fechou a R$ 71,66, com queda diária de R$ 0,84, embora ainda acumule alta de R$ 1,12 na semana. O contrato maio de 2026 encerrou o pregão a R$ 72,68, com recuo de R$ 0,05 no dia e valorização semanal de R$ 2,58. Já o vencimento julho de 2026 terminou cotado a R$ 70,24, com baixa de R$ 0,38 no dia e ganho de R$ 1,81 na semana.
No mercado internacional, os contratos futuros do milho também fecharam em baixa na Bolsa de Chicago. O vencimento março recuou 0,58%, equivalente a 2,50 centavos de dólar por bushel, encerrando a US$ 431,75. O contrato maio caiu 0,62%, ou 2,75 centavos por bushel, fechando a US$ 443,75.
De acordo com a análise da TF Agroeconômica, a pressão negativa esteve ligada à preocupação com os custos de produção antes do plantio nos Estados Unidos. O bloqueio em Ormuz levantou temores sobre a janela de fertilizantes, enquanto os preços de ureia e fosfatos subiram cerca de US$ 70 por tonelada desde a última sexta-feira. Esse cenário alimenta a possibilidade de produtores americanos reduzirem área de milho em favor da soja, que exige menos nitrogênio. No Brasil, o plantio da safrinha alcançou 64,9%, acima da média de cinco anos, reforçando a expectativa de maior oferta.
