ue o atraso e a má distribuição das chuvas provocaram abortamento de flores e reduziram o número de frutos por roseta, efeito observado em todas as regiões produtoras de arábica. Mas, depois, as precipitações favoráveis ajudaram no aumento da produção.
“Na segunda visita a campo da StoneX, parte dessas lavouras apresentou melhor pegamento do que o inicialmente estimado. Assim, houve revisão positiva dos números em todas as regiões monitoradas”, disse.
O analista disse que resultado da produção brasileira é decorrente também do aumento de áreas cultivadas nos últimos anos, que agora entram em produção, somado ao avanço tecnológico e melhoramento genético, depois de um período de preços elevados.
A produção de arábica, que responde pela maior parte da produção nacional, terá um aumento anual de 37,5%, superando pela primeira vez o patamar de 50 milhões de sacas (50,2 milhões), ante 47,2 milhões de sacas na previsão de novembro.
No caso dos canéforas, a StoneX projeta uma queda de 2,8% na produção, após um recorde no ciclo passado. Ainda assim, a colheita deverá superar 25 milhões de sacas, ante 23,5 milhões na previsão de novembro.
Além do aumento de área, houve também um avanço “significativo” em tecnologia e no uso de materiais genéticos mais produtivos. “No conjunto — genética, tecnologia e expansão do parque cafeeiro — observamos um salto relevante na produção no Brasil nos últimos cinco anos”, disse Rossetti, ao comentar o cenário para os canéforas.
Em 2021/22, o Brasil produziu 20 milhões de sacas do canéfora e 33,7 milhões de sacas do arábica.
Na soma das duas variedades, o aumento em cinco anos supera 20 milhões de sacas, volume este maior do que toda a safra anual da Colômbia, o terceiro produtor global de café
