Soja opera em baixa em Chicago nesta 2ª, pressionada por óleo e recuo do petróleo após acordo EUA-Irã

O mercado futuro da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) abriu a sessão desta segunda-feira operando em terreno negativo, como já esperado depois das últimas notícias vindas do cenário internacional. A principal força de pressão sobre o grão vem do recuo generalizado no complexo, com destaque para as perdas expressivas no óleo de soja, de quase 2% nesta manhã de segunda-feira (15). O derivatizado acompanha o tombo dos mercados globais de energia, afetados diretamente pelo cenário no Oriente Médio.

Por volta de 7h40 (horário de Brasília), as cotações da soja perdiam pouco mais de quatro pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 11,09 e o agosto a US$ 11,14 por bushel. No óleo, o julho tinha 72,93 cents de dólar por libra-peso. 

A forte desvalorização do petróleo no mercado internacional nesta manhã ocorre como reflexo imediato do anúncio de um acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irã. O pacto aliviou as tensões na região e abriu caminho para a flexibilização de sanções econômicas, sinalizando um aumento potencial na oferta global de óleo bruto, inclusive com a possível reabertura do estreito de Ormuz.

Como o petróleo recuou de forma acentuada nas primeiras horas do mercado - que retomou suas atividades na noite deste domingo (14) -  os combustíveis renováveis perderam apelo comercial imediato. As perdas no petróleo WTI passavam de 5% e as do brent, de 4%, com o barril negociado a US$ 83,05. 

Além do impacto direto do óleo de soja e do petróleo, analistas apontam que o avanço do plantio da safra americana e a previsão de clima favorável no Corn Belt  também contribuem para limitar qualquer tentativa de recuperação do grão neste início de semana. Novos dados sobre as condições das lavouras americanas chegam na tarde desta segunda-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Os investidores agora calibram suas posições, aguardando o desenrolar das negociações financeiras e novos detalhes sobre o fluxo de exportações de energia ao longo do dia.

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