Soja avança, milho oscila e trigo perde força

Os mercados de grãos iniciaram o dia com comportamento misto e leve viés positivo, em meio a oscilações moderadas nos contratos futuros e à ausência de um fator dominante. Segundo a TF Agroeconômica, soja, milho e trigo abriram influenciados por questões ligadas à política agrícola dos Estados Unidos, à demanda por biocombustíveis e ao cenário macroeconômico norte-americano.

Na soja, o contrato julho de 2026 em Chicago subia 3 pontos, a US$ 11,1175 por bushel, enquanto maio de 2027 avançava 1,75 ponto. O farelo também operava em alta, mas o óleo recuava. No mercado físico, a saca era indicada a R$ 126,61 no interior do Paraná, com alta diária de 0,52%, e a R$ 134,35 em Paranaguá, avanço de 0,64%. O mercado acompanha o maior esmagamento doméstico nos Estados Unidos e a menor dependência das exportações, especialmente para a China.

O milho apresentava pequenas variações em Chicago. Julho de 2026 recuava 0,25 ponto, enquanto dezembro de 2026 e julho de 2027 subiam. A pressão vinha da queda do petróleo, das condições favoráveis às lavouras norte-americanas, da falta de avanço na liberação permanente do E15 e da entrada da safrinha brasileira. A desvalorização do real também elevava a competitividade das exportações do Brasil.

No trigo, julho de 2026 caía 0,25 ponto, a US$ 5,8550 por bushel, e dezembro subia 0,25 ponto. No físico, o Paraná registrava R$ 1.362,59 por tonelada, com baixa diária de 0,46%, e o Rio Grande do Sul mantinha R$ 1.326,57. O dólar valorizado, o avanço da colheita no Hemisfério Norte e o clima quente na Europa seguem no radar. Entre os indicadores, o dólar futuro estava em R$ 5,2055, enquanto o Brent recuava 0,53%, a US$ 72,99 por barril.

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