O mercado brasileiro de milho iniciou a semana sob pressão, com recuo nas cotações futuras e baixa liquidez no mercado físico em diferentes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a queda acompanhou o movimento negativo em Chicago e a desvalorização do dólar, em um cenário de compradores retraídos e expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas.
Na B3, os contratos futuros fecharam em baixa nesta segunda-feira. O vencimento de julho de 2026 encerrou a R$ 65,17, com queda diária de R$ 0,26 e recuo semanal de R$ 1,35. Setembro de 2026 fechou a R$ 67,75, baixa de R$ 0,38 no dia e de R$ 1,75 na semana. Novembro de 2026 terminou a R$ 70,80, com queda diária de R$ 0,25 e semanal de R$ 1,82.
O movimento foi influenciado pela ausência de compradores no mercado spot e pelo início da colheita da segunda safra 2025/26, concentrada no Paraná e em Mato Grosso. A expectativa é de maior disponibilidade a partir de meados de junho, o que mantém parte da demanda afastada. Nem mesmo as preocupações com clima adverso em Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná foram suficientes para conter as quedas recentes.
No Rio Grande do Sul, o mercado segue com negociações pontuais e compradores abastecidos. As indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,76, alta semanal de 0,89%. A colheita chegou a 98% da área, com produtividade acima das estimativas iniciais.
Em Santa Catarina, a safra foi encerrada, com ritmo acima da média histórica. As pedidas seguem próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00, dificultando negócios. No Paraná, a liquidez também é baixa, com impactos das geadas começando a entrar nas estimativas da segunda safra. Já em Mato Grosso do Sul, a aproximação da colheita da safrinha e a oferta crescente mantêm pressão sobre os preços.
