Os preços do café perderam força nas últimas semanas com a entrada da nova safra brasileira e o aumento da disponibilidade física no mercado. Ao mesmo tempo, a atenção começa a migrar para a formação da safra 2027/28, que dependerá da regularidade das chuvas durante a primavera.
O contrato de dezembro de 2026 do café arábica encerrou 10 de setembro em 288,15 centavos de dólar por libra-peso em Nova York, queda de 8% em 30 dias, segundo a Consultoria Agro do Itaú BBA.
O conilon também registrou recuo. Em Londres, as cotações chegaram a US$ 3.524 por tonelada na mesma data, queda de 7% no período.
A correção ocorre depois de meses de valorização. Com a colheita brasileira praticamente concluída, volumes maiores da nova safra passaram a chegar ao mercado e reduziram parte das preocupações de curto prazo com o abastecimento.
As exportações também voltaram a ganhar ritmo. De acordo com dados do Cecafé citados pela consultoria, agosto registrou valor recorde para o período. Ao mesmo tempo, os diferenciais permaneceram abaixo da média histórica.
O mercado agora direciona a atenção para a próxima produção. As chuvas de setembro favoreceram as primeiras floradas e melhoraram a umidade nas principais regiões produtoras. No conilon, as precipitações ajudaram o pegamento das flores e o desenvolvimento dos primeiros chumbinhos. Nas regiões produtoras de arábica, contribuíram para a abertura das primeiras floradas.
