Preço da soja cai e silos entram em alerta

O mercado da soja encerrou o dia sob pressão, influenciado pelo avanço regular do plantio nos Estados Unidos, pela condição das lavouras dentro do esperado e por ajustes negativos nas principais praças brasileiras. As informações são da TF Agroeconômica.

Em Chicago, os contratos futuros fecharam em baixa nesta terça-feira, com o vencimento julho recuando 1,31%, a US$ 11,6525 por bushel, e agosto caindo 1,35%, a US$ 11,6900 por bushel. O farelo de soja para julho teve leve queda de 0,09%, enquanto o óleo de soja perdeu 0,86%. A pressão veio da realização de lucros no óleo e das previsões de chuvas acima da média no Meio-Oeste norte-americano nos próximos dias. O USDA informou que o plantio alcançou 87% da área, acima dos 83% do ano passado e da média histórica de 80%, enquanto 66% das lavouras foram classificadas em boas ou excelentes condições.

No Brasil, o movimento externo ajudou a pesar sobre o mercado físico. No Rio Grande do Sul, a colheita foi concluída em 100% da área, mas o Porto de Rio Grande recuou para R$ 130,00 por saca. No interior, Ijuí e Cruz Alta ficaram em R$ 123,00, enquanto Passo Fundo e Santa Rosa marcaram R$ 125,00. O estado também enfrenta atenção maior nos armazéns diante da chegada de uma massa de ar frio, que eleva o risco de condensação nos silos.

Em Santa Catarina, a colheita chegou a 98,7% da área, com o Porto de São Francisco cotado a R$ 130,00. No Paraná, a safra principal foi concluída com produção de 21,78 milhões de toneladas, uma das maiores da história estadual. Paranaguá também recuou para R$ 130,00, enquanto a pressão por espaço nos silos aumenta com a chegada do milho safrinha.

Em Mato Grosso do Sul, os preços ficaram majoritariamente estáveis, mas a logística segue pressionada por fretes elevados. Em Mato Grosso, a safra foi encerrada, e o vazio sanitário começa em 8 de junho, em meio à diferença de preços entre o norte do estado e o Sul do país.

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