Milho sobe com apoio externo e ajuste técnico

O mercado de milho apresentou valorização nos contratos futuros nesta quinta-feira, refletindo um ambiente externo favorável e ajustes técnicos após quedas recentes. Segundo a TF Agroeconômica, os preços negociados na B3 acompanharam o movimento de alta observado em Chicago e a oscilação do dólar, permanecendo dentro de uma faixa lateral, mas em processo de recuperação.

O cenário interno segue marcado por consumo aquecido, o que ajuda a sustentar as cotações, embora o ritmo menor das exportações exija atenção do mercado. A estimativa da ANEC para os embarques brasileiros em fevereiro aponta volume de 793.364 toneladas, número inferior ao registrado em janeiro, quando foram exportadas 3,25 milhões de toneladas, e também abaixo do total observado no mesmo mês do ano passado.

Diante desse contexto, os principais vencimentos do milho na B3 encerraram o dia em alta. O contrato com vencimento em março de 2026 fechou a R$ 70,10, com avanço diário de R$ 0,31 e ganho semanal de R$ 1,61. O maio de 2026 foi cotado a R$ 70,12, com elevação de R$ 0,51 no dia e de R$ 1,99 na semana. Já o julho de 2026 terminou a R$ 68,39, com alta diária de R$ 0,19 e valorização semanal de R$ 1,13.

No mercado internacional, o milho negociado em Chicago também fechou em alta, sustentado principalmente pelos ganhos da soja. O contrato março avançou 1,28%, encerrando a US$ 4,35 por bushel, enquanto o maio subiu 1,37%, a US$ 4,43. As exportações continuam firmes, apesar da redução semanal apontada pelo USDA, e o corte de 1 milhão de toneladas na estimativa da safra argentina adicionou suporte aos preços.

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