Mercado da soja tem oscilações e pressão logística

O mercado da soja encerrou a terça-feira com oscilações moderadas em Chicago e movimentos distintos nas principais praças brasileiras, sob influência do clima, do câmbio e da pressão logística. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa fecharam de forma mista, apoiados por compras de oportunidade após as perdas da sessão anterior, enquanto a previsão de chuvas no cinturão produtor dos Estados Unidos limitou avanços mais firmes. O contrato de julho subiu 0,11%, para US$ 11,17 por bushel, e o de agosto avançou 0,13%, para US$ 11,24. O farelo ganhou 1,03%, enquanto o óleo recuou 0,79%.

No Brasil, a desvalorização do real ampliou a competitividade do grão e estimulou vendas. No Rio Grande do Sul, os preços ficaram estáveis nas principais referências, com R$ 133 por saca no porto de Rio Grande, enquanto a colheita foi considerada tecnicamente encerrada. A Abiove elevou para 63 milhões de toneladas a projeção de processamento em 2026 e estimou exportações recordes de 114,1 milhões de toneladas para o complexo soja.

Em Santa Catarina, São Francisco teve alta de 0,77%, para R$ 131 por saca, em meio ao alerta para geadas nas culturas de inverno. No Paraná, o avanço da colheita do milho safrinha aumentou a pressão sobre os armazéns e acelerou a saída de estoques de soja. Em Mato Grosso do Sul, entidades pediram a antecipação do plantio para 1º de setembro, enquanto o vazio sanitário segue até 15 de setembro. Já em Mato Grosso, o indicador estadual alcançou R$ 106,73 por saca, maior nível nominal de 2026, ao mesmo tempo em que a colheita do milho chegou a 20,86% e intensificou os gargalos de armazenagem.

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