Grãos iniciam o dia com sinais de firmeza

Os mercados agrícolas iniciam esta quinta-feira com sinais de firmeza para trigo, soja e milho, apoiados por fatores climáticos, técnicos e cambiais. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo encontra suporte nas incertezas no Mar Negro, que afetam as expectativas sobre logística e disponibilidade para exportação, além da desvalorização do dólar, que melhora a competitividade dos grãos dos Estados Unidos.

O contrato de trigo SRW para dezembro de 2026 testou US$ 7 por bushel. O índice do dólar está no menor nível dos últimos três meses ante uma cesta de moedas, com queda de 0,03%, movimento positivo para o cereal.

Na soja, a tendência de alta em Chicago continua em meio aos problemas de umidade no leste do Cinturão do Milho e aos resultados da Pro Farmer. A contagem de vagens em Illinois, Indiana, Nebraska, Ohio e Dakota do Sul mostra queda ante o ano passado, elevando as dúvidas sobre o potencial de rendimento. O USDA estima produtividade de 52,7 bushels por acre, enquanto um resultado abaixo de 51,5 poderia indicar rendimento menor.

Tecnicamente, a soja superou US$ 12,28 por bushel, com suporte entre US$ 11,65 e US$ 11,75 e resistências entre US$ 12,50 e US$ 12,60 e depois entre US$ 12,80 e US$ 13,00. A China também sinaliza demanda, após vender 308 mil toneladas de soja em leilão de reserva, equivalente a 85% da oferta, e importar 590 mil toneladas de óleos vegetais em julho, 90 mil a mais que em junho.

No milho, os ganhos aumentaram após a Pro Farmer indicar produtividades menores que no ano passado em Illinois e nas primeiras áreas pesquisadas de Iowa. O contrato para dezembro de 2026 superou US$ 5 por bushel no pregão noturno. Na BMF Mini, o dólar estava em R$ 5,1820, com queda de 1,01%, enquanto o Brent avançava 2,59%, a US$ 94,00, fator positivo para soja e milho.

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