Grãos abrem a semana em queda

Trigo, soja e milho iniciaram a semana sob pressão, em um movimento influenciado pela geopolítica, pelo petróleo e pela ampla oferta global de grãos. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta segunda-feira (15), a possibilidade de acordo entre Estados Unidos e Irã reduziu parte do prêmio de risco ligado ao Oriente Médio e pesou sobre as commodities.

No trigo, os contratos em Chicago recuaram nos principais vencimentos. Julho de 2026 era cotado a US$ 575,50, baixa de 9,00 centavos, enquanto dezembro caía 9,75 centavos, a US$ 602,25. No físico brasileiro, o Paraná ficou em R$ 1.376,96, queda de 0,07% no dia, e o Rio Grande do Sul permaneceu estável em R$ 1.325,29. A expectativa de normalização da navegação no Estreito de Ormuz e de melhora no fluxo comercial para regiões importadoras reforçou a pressão baixista, embora a baixa produção de trigo HRW nos Estados Unidos ainda limite quedas mais fortes.

A soja também abriu em baixa na CBOT. O contrato julho de 2026 caiu 5,40 centavos, a US$ 1.100,00 por bushel, enquanto maio de 2027 recuou 4,00 centavos, a US$ 1.158,25. O óleo de soja acompanhou a queda do petróleo e perdeu força, reduzindo o apelo dos biocombustíveis. No mercado físico, o interior do Paraná caiu 0,83%, para R$ 124,69, e Paranaguá recuou 1,46%, a R$ 129,85. Além da pressão energética, o clima favorável e o avanço do plantio nos Estados Unidos limitam tentativas de recuperação.

No milho, Chicago também operou no vermelho, com julho de 2026 a US$ 408,00, queda de 4,75 centavos. Na B3, julho ficou em R$ 64,05, baixa de 0,20%. A oferta confortável na América do Sul e as estimativas maiores para Brasil, Argentina e Paraguai mantêm o comprador em posição favorável. Sem novos fatores de alta, o mercado segue dependente do clima, da demanda e de mudanças no comércio internacional.

Chamar no Whatsapp