Dólar e colheita lenta sustentam o milho

O mercado de milho encerrou a terça-feira com alta nos contratos futuros, apoiado pela valorização do dólar e pelo avanço lento da colheita da segunda safra no país. Segundo a TF Agroeconômica, o câmbio mais firme estimulou o interesse dos produtores em vender volumes maiores, enquanto os dados da Conab sobre atrasos nos trabalhos deram sustentação às cotações na B3.

Nesse contexto, o vencimento de julho de 2026 fechou a R$ 63,80, com alta de R$ 0,15 no dia e queda de R$ 0,17 na semana. Setembro terminou a R$ 67,19, avanço diário de R$ 0,54 e ganho semanal de R$ 0,22. Novembro encerrou a R$ 70,60, com valorização de R$ 0,49 na sessão e de R$ 0,17 na semana.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue com baixa liquidez e negócios pontuais. As indicações variam entre R$ 57,00 e R$ 63,00 por saca, com média estadual de R$ 58,91, recuo de 0,12% ante a semana anterior. A colheita chegou a 99% da área, restando áreas isoladas.

Em Santa Catarina, as ofertas permanecem próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 60,00. No Paraná, as indicações também estão perto de R$ 65,00, ante demanda de cerca de R$ 60,00 CIF. A alta umidade interrompeu atividades e manteve a colheita em 1,0%, abaixo da média histórica de 8,2%.

Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 49,00 a R$ 52,00 por saca. A colheita alcançou 1,0%, enquanto o setor de bioenergia ajuda a sustentar a demanda regional, embora os negócios continuem moderados e concentrados em necessidades pontuais. As informações foram divulgadas, pela consultoria agroeeconômica, no dia de hoje.

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