O mercado de trigo no Sul do país segue com baixa liquidez, negociações pontuais e atenção crescente sobre a oferta da próxima safra. Segundo a TF Agroeconômica, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresentam cenários distintos, mas todos marcados por cautela entre compradores e vendedores.
No Rio Grande do Sul, a pouca disponibilidade limita os negócios. Vendedores pedem R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto compradores aceitam até R$ 1.320, sem avanço nas tratativas. Os últimos negócios ocorreram a R$ 1.300 para embarque em agosto e R$ 1.320 para setembro, em trigos não segregados. A cobertura dos moinhos avançou até cerca de 20 de setembro, em um ambiente de moagem baixa e margens pressionadas pelo descompasso entre trigo e farinha. O farelo aparece como o produto com melhor sustentação de preços. Para a safra nova, o mercado segue praticamente parado, com cerca de 60 mil toneladas negociadas até agora.
Em Santa Catarina, a ausência de ofertas de trigo local mantém os moinhos abastecidos principalmente com produto de estados vizinhos. Para trigo pão, as referências ficam entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada. No balcão, os preços seguem estáveis na maior parte das praças, com alta apenas em Canoinhas, para R$ 72 por saca.
No Paraná, cresce a preocupação com o abastecimento da próxima safra diante da redução da área plantada e do risco de chuvas excessivas em fases críticas da cultura. A safra velha é indicada a R$ 1.500 CIF nos Campos Gerais, enquanto a nova varia de R$ 1.450 em setembro a R$ 1.400 em novembro. Os negócios seguem travados, com compradores tentando reduzir preços e vendedores pedindo R$ 1.450 FOB.
